terça-feira, 24 de março de 2009

Uma (re)visão das relações


O antigo no novo Crepúculo, Lua Nova, Amanhecer, Eclipse e Midnight Sun


Quero fazer uma outra discussão sobre a obra da jovem escritora Stephenie Meyer. Não apenas destacar a espantosa aceitação dos seus livros: Crepúculo, Lua Nova, Amanhecer, Eclipse e o extra oficial Midnight Sun (os títulos levam aos ebooks) por toda uma geração adolescente (dos 11 aos 90 anos). Eu li todos os livros incluindo o não oficial. O que me atraiu para a leitura não foi o fato de que Crepúsculo no ano que foi lançado nos Estados Unidos em 2005, se manteve por 56 semanas na lista de mais vendidos do New York Times, cinco delas em primeiro lugar, obtendo o título de “Livro do Ano” pela Publishers Weekly. O que primeiro me atraiu no livro foi sua capa preta com uma maçã muito vermelha oferecida "para mim" por mãos pálidas e jovens. Aceitei a "tentação" e mordi a maçã. Bem acho que mais uma vez a teoria de que adolescentes e jovens não gostam de livros, cheios de romantismo, com muitas pgs vai por água a baixo. Porque são livros descritivos, de 300 páginas em média e que a garotada lê em um fôlego só. Eles têm uma aceitação tão maravilhosa que estão todos na Internet para download.  O que me move nessa discussão são os valores e conceitos sociais que ela eterniza com os vampiros. 
Meyer apresenta uma anti-heroina para a saga, uma menina que não tem os padrões tão valorizados da sociedade moderna. Bella (nome da personagem no livro) é uma adolescente de 17 anos bem diferente dos padrões da indústria cultural. É morena, gosta de ler, ama a mãe, é simples, não vai a shopping, não usa roupa da moda, lê romances clássico e sente-se responsável pelas pessoas que ama. Não que isso não tenha relação com os jovens da vida real só contrasta com as heroínas da grande mídia. Bem, mas não é só isso, ela também não tem nenhuma experiência sexual é virgem e nunca teve um namorado. Essa jovem apaixona-se perdidamente por um menino da mesma idade. Bem até ai tudo certo, só que Edward é vampiro e que nasceu nos primeiro anos do século do XX, portanto, tem 17 anos a muito tempo.  

Bem, parece tudo uma grande fantasia uma "princesa" apaixona-se por seu "príncipe". Porém com alguns detalhes de acréscimo, o príncipe lindíssimo, imortal, aparentemente maligno, possui super poderes (força, rapidez e lê todos os pensamentos) têm uma ética impecável, ama sua família adotiva, respeita a vida dos humanos e por essa razão tem hábitos alimentares alternativos e está perdidamente apaixonado por Bella. Para melhorar esse romance shakespeariano a autora coloca na trama um melhor amigo para Bella, um arque-inimigo de vampiros, um lobisomem. Que tem também valores muito fortes fora o fato maravilhoso de ser indígena.

São essas ligações de amor, sexo, respeito, fidelidade, família, antepassados, consumo, valores, certo e errado, eu e o outro que o livro evidencia e destaca no desenvolvimento da trama.  

Muito interessante. Pois são valores (re)paginados idéias reforçadas, conceitos ampliados e valorizados nos personagens que são surreais mas que trazem uma temática já abordada de primeiro amor puro, intenso e infinito.


Um comentário:

  1. Oi Rho!
    Adorei ter mais uma companheira Blogueira!
    Pelo visto nossos textos são diferentes.
    Gostei da abordagem que vc dá ao conteúdo desse quarteto de livros que chegaram a Best Sellers!
    Abraço.

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